Nascido em Americana-SP, me formei como médico pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em 2017 e pela mesma instituição completei a residência em clínica médica em 2020. Durante o primeiro ano da pandemia trabalhei intensamente junto de outros colegas no combate ao coronavírus. Em 2021, me mudei para São Paulo para realizar o sonho de ser geriatra, o que alcancei ao me formar na residência de Geriatra e Gerontologia pelo Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Após a especialização, retornei a Campinas, atualmente fazendo parte do corpo clínico do Hospital São Luiz Campinas, além de fazer parte da equipe de geriatria da Beneficência Portuguesa e da MedSênior.
Além disso, realizo atendimentos em meu consultório, onde componho a equipe da QualiClinica Escola, no papel de clínico médico e geriatra.
Acredito que a Geriatria é a especialidade que cuida do idoso de uma forma integral, não olhando apenas um órgão ou uma doença específica, mas sim o idoso como um todo, sua história de vida, seu contexto atual e suas perspectivas para o futuro.
Como além de geriatra sou clínico médico, estou preparado para atender pacientes a partir dos 18 anos. Considerando-se especificamente a geriatria, o ideal é iniciar o acompanhamento ao redor dos 45 anos, idade na qual já iniciamos diversos rastreios de doenças comuns ao envelhecimento e onde podemos realizar mudanças que trarão benefícios de longo prazo. Mas nunca é tarde para começar, então não há idade limite para cuidar da saúde!
Não. A memória irá mudar com o passar dos anos, com redução da velocidade de raciocínio,
capacidade de realizar múltiplas tarefas e guardar certas informações (nomes de pessoas
que temos pouco contato, por exemplo). Porém, perdas de memória que nos atrapalham no
dia a dia, como dificuldade ao realizar finanças, tarefas de casa e de se localizar, não são
normais.
Antigamente, chamavam-se alguns quadros de perda de memória de “Demência Senil”,
termo que deixou de ser usado por associar a perda de memória a algo normal.
Existem diversas causas de esquecimentos, que devem ser avaliadas com história clínica,
exame físico, testes de memória e exames complementares, sob avaliação de um
profissional capacitado.
A resposta é um contundente não. É, de fato, mais comum que no decorrer do envelhecimento apresentemos algumas carências vitamínicas, porém, é um mito que todos deveriam tomar multivitamínicos indiscriminadamente. Sempre comento com meus pacientes que a economia prateada (mercado para os acima de 45 anos) tem um potencial imenso, mas – infelizmente – muitos se aproveitam disso para lucrar com produtos “milagrosos” e caros (que não tem nenhuma comprovação científica). A escolha de reposição ou não de vitaminas deve ser individualizada a cada paciente e sempre baseada em evidências científicas.
Sim! A pessoa idosa pode frequentar academias e realizar esportes. Obviamente, a prática deve ser supervisionada e adaptada a cada indivíduo.
A perda de massa muscular (sarcopenia) é uma das situações que mais impacta na
qualidade de vida do idoso e os exercícios físicos são parte essencial de sua prevenção.
Não! Com o avanço da idade, é comum ocorrer desgastes articulares (osteoartrite/artrose).
Além disso, a perda de flexibilidade e força muscular pode aumentar a sobrecarga em diferentes regiões do corpo e causar dor.
Embora não seja possível reverter completamente o desgaste articular, existem medidas que ajudam a desacelerar sua progressão, melhorar a capacidade física e reduzir a dor. O tratamento deve ser sempre individualizado, de acordo com as necessidades de cada
paciente.
Existe um calendário vacinal específico para a pessoa idosa, que considera as doenças mais frequentes deste público.
A vacinação é uma forma segura de prevenir diversas doenças. Durante a consulta, esse
calendário é avaliado e individualizado conforme as necessidades de cada paciente.
Devemos ter muito cuidado com dietas restritivas. Recebo muitos pacientes que realizam restrições indiscriminadas de alimentos, muitas vezes orientadas sem o devido rigor científico. Isto acaba acelerando a perda de peso e fragilização. Restrições alimentares devem ser realizadas baseadas nas condições de saúde do paciente e com objetivos específicos. A alimentação não tem por único objetivo a nutrição, mas também é um ato social e cultural, fonte de prazer e alegria. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida e promover a longevidade, não impor regras e restrições. Portanto, procure um profissional capacitado para o cuidado durante o envelhecimento.